Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu pela segunda vez consecutiva a taxa básica de juros (Selic), de 14% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime entre presidente e diretores.
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| Marcos Santos/USP Imagens |
Apesar de recuar ao menor patamar desde junho de 2015, a taxa de juros ainda é uma das mais altas do mundo. O Copom justificou a decisão por entender que a "convergência da inflação" para a meta central de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos de 2017 e 2018, é "compatível com um processo gradual de flexibilização monetária [corte de juros]". Economistas acreditam que o governo deva reduzir paulatinamente a Selic, o que contribui para o aumento da concessão de crédito. Isso pode estimular o investimento.
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Mas, por outro lado, também pode pressionar a inflação, já que incentiva o consumo e o Brasil ainda está em um momento de baixa produtividade. Em resumo: a demanda aumenta, mas a oferta está escassa pela crise econômica, então o efeito demanda maior que oferta eleva os preços.
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