Apesar da desaceleração da economia chinesa nos últimos dois anos, um fato ainda continua inabalável: os índices mais brandos de crescimento do país asiático continuarão impactando fortemente o mundo todo, inclusive o Brasil.
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| Beto Barata/PR/Fotos Públicas |
Qualquer oscilação da economia chinesa ainda causa verdadeiras ondas ao redor do mundo. Com o anúncio do governo chinês de estímulos à infraestrutura no meio do ano, por exemplo, as cotações de
commodities metálicas instantaneamente subiram após meses de preços deprimidos. O Brasil está entre os três maiores produtores globais de minério de ferro.
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Mas o que esperam os analistas? A expectativa é que a China se volte um pouco mais para o mercado doméstico em detrimento das exportações, o que poderia aliviar - ao menos um pouco - a pressão sobre o resto do mundo, que muitas vezes sofre com as importações de produtos chineses com preços altamente atraentes.
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No entanto, ainda assim, a potência liderada por Xi Jinping continuará sendo um paradoxo: um cliente extremamente desejado e necessário aos países, com seu consumo extraordinário, e ao mesmo tempo um vilão que espalha seus produtos baratos, frutos de uma sociedade cujo trabalho escravo ainda é uma realidade em larga escala, aliada a políticas de subsídios que esmagam a competitividade da maioria das nações.
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