segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

MP das concessões: impactos na logística brasileira

Há algumas semanas, o governo federal editou uma Medida Provisória (MP) que regulamenta o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), conhecida como MP das Concessões. Segundo o Palácio do Planalto, o documento visa aumentar a credibilidade do País.
Wellington Pedro/ Imprensa MG / Fotos Públicas
De acordo com o texto, em rodovias e ferrovias "os contratos em andamento poderão ser renovados com a previsão de novos investimentos. Concessões classificadas como “em dificuldade”, que tenham se mostrado pouco atrativas, poderão ser relançadas mais rapidamente e com menor risco jurídico, de modo a abrir espaço para novas empresas."
Marcos Santos / Jornal da USP
A expectativa do governo é destravar investimentos, mas alguns pontos do texto dividem opiniões, como a falta de definição sobre os valores de indenizações caso o concessionário não tenha condições de tocar o projeto. 
Appa
Segundo o governo federal, é difícil estimar quando o novo pacote deve começar a ter reflexos na economia. Porém, estímulos à infraestrutura e logística são ansiosamente esperados para reduzir, ao menos um pouco, o custo Brasil.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Política norte-americana e o mercado de commodities

Empresas de minério de ferro, aço e petróleo aguardam uma retomada permanente dos preços. No entanto, a expectativa de alta dos juros nos Estados Unidos e a eleição de Donald Trump à presidência podem adiar os planos.
Michael Vadon/Fotos Públicas
Ainda não há consenso sobre um aumento da taxa básica de juros por parte do Federal Reserve (FED, banco central dos EUA), o que historicamente derruba os preços das commodities na medida em que estimula o investimento em títulos públicos norte-americanos, de risco mais baixo.No entanto, o mercado aguarda há quase dois anos pelo aumento dos juros naquele país.
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Fato é que a política de juros dos EUA não influencia, de forma isolada, os preços das commodities metálicas. Contudo, pode adiar ainda mais a retomada das cotações, pressionadas há um bom tempo pelo combo de excesso de oferta global e desaceleração da demanda chinesa, em especial.
Carlos Severo/Fotos Públicas
Apesar de todas as especulações, uma coisa é certa: os EUA reservam incertezas. O mercado vai continuar apresentando grande volatilidade.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Selic:segunda queda consecutiva da taxa básica de juros

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu pela segunda vez consecutiva a taxa básica de juros (Selic), de 14% para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime entre presidente e diretores.
Marcos Santos/USP Imagens
Apesar de recuar ao menor patamar desde junho de 2015, a taxa de juros ainda é uma das mais altas do mundo. O Copom justificou a decisão por entender que a "convergência da inflação" para a meta central de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos de 2017 e 2018, é "compatível com um processo gradual de flexibilização monetária [corte de juros]". Economistas acreditam que o governo deva reduzir paulatinamente a Selic, o que contribui para o aumento da concessão de crédito. Isso pode estimular o investimento.
Marcos Santos/USP Imagens
Mas, por outro lado, também pode pressionar a inflação, já que incentiva o consumo e o Brasil ainda está em um momento de baixa produtividade. Em resumo: a demanda aumenta, mas a oferta está escassa pela crise econômica, então o efeito demanda maior que oferta eleva os preços. 
Marcos Santos/USP Imagens